Sintra aposta em projeto de reciclagem e valorização de máscaras e têxteis

Sintra aposta em projeto de reciclagem e valorização de máscaras e têxteis

O Município de Sintra deu início ao projeto de reciclagem e valorização de máscaras e têxteis, com o objetivo combater o desperdício, o descarte e consequente poluição que estes bens produzem dando lugar à valorização e transformação destes materiais, dando-lhes uma nova vida.

O projeto dos SMAS de Sintra, em parceria com com a Câmara Municipal de Sintra e a To-Be-Green da Universidade do Minho, visa responder ao problema do descarte/poluição de máscaras resultante da pandemia, fomentando o seu encaminhamento para valorização e transformação em novos produtos.

O presidente da autarquia de Sintra, Basílio Horta, destaca "este projeto faz-nos pensar nos materiais e nos seus fins e , por inerência, no desperdício que todos produzimos. No início da pandemia pouco se pensava sobre a reutilização das máscaras, mas passaram dois anos e o mundo depara-se agora com outra questão: o que fazer com tantas máscaras e equipamentos de proteção? Como as vamos tratar? Encontrámos neste projeto essa resposta, que além de ser um projeto de sensibilização ambiental este é, além de tudo, um projeto de participação cívica."

Este projeto irá envolver, numa primeira fase, a União das Freguesias de Agualva-Mira Sintra, Freguesias de Algueirão-Mem Martins e de Rio de Mouro e a União das Freguesias de Sintra. Serão recolhidas máscaras cirúrgicas e comunitárias e resíduos têxteis, nas várias instalações dos SMAS de Sintra e da autarquia, bem como das entidades que integram a área do projeto piloto, nomeadamente as juntas de freguesia, estabelecimentos de ensino do 2.º e 3.º Ciclo e Secundário e algumas Instituições Particulares de Solidariedade Social.

O Projeto de Reciclagem e Valorização de Máscaras e Têxteis servirá, ainda, para a definição da atuação municipal a desenvolver no âmbito da implementação/execução da Estratégia de Intervenção na Gestão e Recolha Seletiva de Têxteis, tendo em conta a obrigatoriedade de recolha seletiva de têxteis até 2025, no sentido da redução da deposição em aterro ou encaminhamento para incineração e aumento dos níveis de reciclagem, sensibilizando, também, para o consumo consciente de vestuário e a aposta na Economia Circular.


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