Dia Internacional de Darwin

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Categoria
Datas comemorativas
Data
2021-02-12

Celebra-se a 12 de fevereiro o Dia Internacional de Darwin, assinalando a data do nascimento, em 1809, daquele que é considerado o “Pai da Teoria da Evolução”.

Foi com base na conjugação das suas observações na área da columbofilia e enquanto naturalista, sobretudo durante as viagens às Ilhas Galápagos, que desenvolveu e aprofundou a Teoria da Evolução, publicada no livro “A Origem das Espécies”. Esta foi a primeira vez que a evolução das espécies, a partir de um ancestral comum, foi explicada através do processo de seleção natural, embora a genética apenas estivesse a dar os primeiros passos:

De acordo com esta teoria, a diversidade biológica dentro de cada espécie permite que alguns indivíduos estejam melhor adaptados a um determinado ambiente e outros indivíduos a outro; são estes indivíduos que vão prosperar, num determinado local, reproduzir-se e transmitir as suas caraterísticas (ditadas pelo património genético) às gerações futuras. Esta seleção pode apenas levar a adaptações locais ou, no limite, à especiação – evolução para diferentes espécies, a partir de um ancestral comum.

Ter um património genético pouco diversificado (que ocorre, muitas vezes, devido ao isolamento e depleção das populações), pode significar que nenhum indivíduo esteja adaptado a eventuais alterações ambientais que ocorram, o que pode originar a extinção da população ou, no limite, da espécie.

Estes conceitos alertam para a importância de preservar a variabilidade genética dos diversos organismos, pois essa é a chave para a sua capacidade de adaptação às alterações no ambiente onde habitam, permitindo a sua evolução em vez da extinção (ao nível local ou global). Uma maior biodiversidade (que compreende tanto a diversidade de espécies como a diversidade genética intraespecífica), permite, assim, uma maior resiliência não só das espécies como dos ecossistemas, o que, por sua vez, influenciará de forma positiva a qualidade de vida e resiliência das próprias populações humanas que, mais ou menos intrinsecamente, dependem também desses ecossistemas.

Talvez não pensemos nisso regularmente, mas, e sobretudo na situação epidemiológica em que nos encontramos, nunca é demais lembrar que muitos dos fármacos utilizados no combate a diversas doenças são extraídos de organismos vivos, como fungos, plantas, algas ou mesmo animais, e a própria ciência está em constante evolução, com novas descobertas todos os anos.

Assim, conservar a biodiversidade, com a sua intrínseca diversidade genética (Proteger a Vida Marinha e Terrestre – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 14 e 15), permitirá não só a adaptação daquelas espécies aos tempos vindouros, como a própria adaptação do Homem, ao contribuir para Erradicar a Fome (ODS 2), uma Saúde de Qualidade (ODS 3) e também para a adaptação às alterações climáticas (ODS 13 – Ação Climática), entre outros benefícios.

 

 
 

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  • 2021-02-12